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Random thoughts from Mauricio Teixeira…

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App Saldo Ticket (infelizmente) removida do Google Play

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Segurei essa informação o máximo que pude, pois ainda não desisti de lutar.

Resumo: a app Saldo Ticket foi removida do Google Play a pedido da Edenred, proprietária do Ticket Restaurante. Eu aceito isso, mas ainda não me dei por vencido, e estou batalhando para reverter a situação, mas não sei se e nem quando isso vai acontecer.

Informação adicional: a Edenred modificou o site e a forma como é feita a consulta. Isso significa que a última versão da app ainda instalada deixou de funcionar. O que é uma pena, pois mesmo que ela tenha sido removida, eu ainda tinha a esperança que as pessoas pudessem ao menos continuar utilizando o que já estava instalado.

Por favor, continue lendo para entender os detalhes.

No dia 06/Ago recebi uma notificação do Google informando que a aplicação Saldo Ticket havia sido removida pois, alegadamente, ela caracterizava uso abusivo de sites de terceiros. No mesmo dia apelei da decisão, argumentando que não seria uso abusivo por tratar-se de informação pública, disponibilizada pela própria empresa através do seu web site. No dia seguinte recebi uma resposta informando que além do uso abusivo tratava-se também de “personificação”, ou seja, alegadamente eu estaria me fingindo ser a empresa, ou deixando a entender que eu tinha o aval da mesma para fazer o que estava fazendo. Acredite se quiser, a mensagem veio acompanhada de um solene “esta decisão é final e não iremos responder a qualquer outra mensagem sobre esse assunto”.

Essa última mensagem do Google foi a confirmação do que eu já suspeitava: foi a própria Edenred/Ticket quem pediu a remoção da aplicação. Assim sendo, fiz uma pesquisa, perguntas aqui e ali, e consegui ser contactado por uma pessoa da empresa (vou omitir o nome e o cargo, pois acho que isso não vem ao caso). Há alguns dias estamos trocando mensagens, e não vejo necessidade de detalhar a nossa conversa, mas vou apontar a parte mais importante.

De acordo com essa pessoa, a Edenred França (empresa-mãe) possui uma política global de proibir o desenvolvimento desse tipo de aplicações por terceiros, alegando não ter como validar o desenvolvimento e garantir a segurança dos dados trafegados, principalmente no que diz respeito aos número dos cartões. OK, eu entendo que existem políticas corporativas e que elas devem ser seguidas, mas eu posso facilmente rebater essa alegação com os seguintes argumentos:

  1. O próprio site da Edenred/Ticket não apresenta nenhum tipo de segurança no tráfego dos dados. Qualquer pessoa pode consultar o saldo e o extrato de qualquer cartão, não precisa nem ter senha para acessar esse tipo de informação. E pra piorar, os dados são trafegados entre o navegador do usuário e o servidor web sem nenhum tipo de encriptação, ou seja, se você estiver consultando essa informação em uma rede pública (ou alguma vez fez isso) seus dados estão lá, vazando pra quem quiser ler. Quer argumentar que a minha aplicação não apresenta segurança? Ué, ela faz exatamente a mesma coisa que o site faz.
  2. A preocupação é de que eu esteja coletando números? Com certeza eu não estou. Mas se estivesse, o que eu faria com isso? O único jeito de usar o cartão é com a senha, e em momento algum a aplicação pede a senha de ninguém.
  3. A preocupação é auditoria? Querem ter certeza de que a aplicação faz o que ela diz, e que não tem nada escondido por trás disso? Problema resolvido: a aplicação é Open Source, e licenciada sob GPLv3. Isso significa que o código fonte está livremente disponível na internet, e pode ser auditado/validado a qualquer momento, por quem quiser, inclusive a própria Edenred. E isso eu nunca escondi. Essa informação sempre esteve disponível e claramente informada na descrição da aplicação no Google Play. (Leitura complementar interessante: “10 Reasons Open Source Is Good For Business“)

Agora, vamos fazer um exercício de imaginação. Eu sei que a esse ponto alguém deve estar se perguntando “eles estão eliminando a concorrência, e vão lançar a própria app”. Será? Eu levei 2 dias para desenvolver a minha. Se somar todas as horas de trabalho do primeiro release, mais algumas modificações posteriores, duvido que eu tenha gastado mais de 100 horas de trabalho pra fazer isso. Quantas horas um funcionário CLT tem que trabalhar em um mês? Em São Paulo um profissional de TI trabalha no máximo 40 horas por semana (por lei). Ou seja, em menos de três semanas um programador funcionário da Edenred/Ticker poderia ter desenvolvido essa aplicação. Provavelmente uma até melhor do que a minha, já que o cara seria um profissional dedicado em tempo integral a isso. OK, vamos dar um desconto e dizer que ele faria isso apenas parte do tempo, mas em 2 meses daria pra fazer algo muito bom. Pois bem, minha app teve exatos 50 dias de vida, e ficou exatamente 36 dias no Google Play. Tempo suficiente para a Edenred ter disponibilizado uma aplicação própria. A propósito, já existem aplicações da própria Edenred França, Espanha e China. Oficiais. O que falta pra Edenred Brasil fazer isso? Não bastaria copiar o código e fazer algumas modificações?

Acho que estou sendo um pouco egocêntrico. Até onde eu saiba, eu não fui o primeiro a desenvolver esse tipo de aplicação. Várias pessoas comentaram e me enviaram emails agradecendo pela minha app pois elas já haviam utilizado outras aplicações antes, mas todas as outras também foram removidas e param de funcionar. Pelos relatos (que eu recebi), aparentemente foram 3 ou 4 aplicações diferentes, eu só não sei a quanto tempo atrás (pesquisando no Google, já haviam aplicações para isso desde 2010). A propósito, antes que eu esqueça, algumas semanas depois que eu publiquei a minha app apareceu uma outra que fazia a mesma coisa. Alguns dias depois que a minh app foi removida, a outra também foi. E por último, se é política da Edenred França não permitir esse tipo de app, porque existem apps da Espanha, Portugal e Croácia que estão no ar há muito mais tempo que a minha?

Acho melhor parar por aqui. Não quero prejudicar ninguém.

Pois é, eu não sou desenvolvedor profissional. Fiz a app em minhas horas de folga, nas noites depois do trabalho e nos fins de semana. Fiz por que gosto de programar, faço isso por hobby, e decidi fazer algo que fosse útil para as outras pessoas. Infelizmente me tiraram algo que eu fazia com prazer, e para o qual eu tinha grandes planos. Várias pessoas entraram em contato comigo pedindo melhorias, sugerindo novos recursos, e estava tudo sendo preparado, mas agora está tudo encalhado. No fim eu fui o maior prejudicado disso tudo, pois o Google tem uma política de suspender a publicação de aplicações por parte de desenvolvedores infratores. Até onde eu entendi é a política do “three strikes, out“: três infrações, e você está fora. Strike one.

Os usuários da aplicação também foram extremamente prejudicados. Eu conversei com pessoas que utilizavam a aplicação para fazer a consulta antes de sair pra almoçar, e usavam isso como base para decidir onde elas iriam. Isso significa que a aplicação ajudava elas a tomarem decisões bem pensadas, mais informadas, e usar os recursos da melhor forma. Ou seja, isso estava sendo benéfico para os próprios usuários do Ticket.

Falando em usuários, no dia em que a app foi removida, mais de 10 mil pessoas já haviam feito o download, e 95% das avaliações eram 5 estrelas (o máximo permitido).

Eu gostaria de agradecer a todos os que fizeram o download, e que direta ou indiretamente contribuíram para as melhorias da mesma. Toda ajuda que recebi, e todos os comentários positivos, e até principalmente os negativos, me deram um grande gás pra tocar esse projeto, e fazer sempre o melhor.

Como falei no começo, ainda não desisti. Continuo insistindo com a Edenred para tentar encontrar um meio termo, algo que agrade a ambos. Mas até lá, vou evitar transtornos e não vou mais mexer na aplicação. O código fonte está lá, livre para quem quiser mexer e fazer outra. Se alguém decidir fazer isso, só peço que me comunique, pois eu gostaria de acompanhar o desenvolvimento (e talvez até mesmo ser usuário).

Voltem aqui algum dia, quem sabe teremos novidades (espero). Enquanto isso, comentem aqui em baixo. Digam o que acharam da aplicação e o que acham dessa situação.

Um abraço a todos! E nos vemos por aí!

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Written by netmask

agosto 20, 2013 at 19:52

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Eu, o Facebook e o Twitter

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Em um passado negro da minha vida já tive Orkut. Um dia conheci o Facebook, me inscrevi e fiquei nos dois. Depois cometi orkuticídio e fiquei só no Facebook.

Daí veio um tal de Twitter, febre mundial. Quem não tivesse Twitter não era nada. Fui lá, encarei o negócio, e comecei a usar fervorosamente através de qualquer dispositivo que eu tivesse disponível (desktop, laptop, celular, e os cambaus). O Facebook ficou abandonado às traças.

Depois não sei que bicho me mordeu, voltei a usar Facebook. FB pra lá, FB pra cá, esqueci do Twitter.

Agora, repensando em tudo isso, começo a pensar em twitticício. O Twitter é legal pra mensagens rápidas, mas é não é uma experiência “completa”. Sempre parece que falta alguma coisa. O Facebook cobre as lacunas de multimídia, interatividade, e integração. O Twitter é one way, você manda mensagem e lê a dos outros, mas relacionar o seu comentário ao comentário de alguém, principalmente se você não conhece esse alguém, é simplesmente um parto. Isso te faz perder um monte de conversas interessantes ou não, mas no mínimo te faz perder a interatividade com “os amigos dos amigos”.

E qual o objetivo desse post aqui no meu blog? Nenhum específico. Eu só estava pensando nesse assunto, e resolvi escrever, compartilhar meu ponto de vista, e explicar porque ando sumido do Twitter.

Alguém pensa parecido?

Written by netmask

maio 18, 2011 at 20:15

Motoqueiros imprudentes pagam caro

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Eu digo isso todo dia, mas nunca coloco por escrito: motoqueiros imprudentes pagam caro. Essa é a versão “políticamente correta”, porque ao vivo e à cores minhas palavras saem mais “pesadas”.

Todos os dias tem motoqueiro andando na contra-mão lá perto de casa. Os caras não tem paciência pra esperar, e nem tentam fazer corredor no meio dos carros. Simplesmente metem a cara na contra-mão e “vamo que vamo”. O resultado é isso: se deu mal.

Veja o vídeo (a porcaria do código embbed não funciona).

Written by netmask

dezembro 7, 2010 at 14:26

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Google Reader é decepcionante

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Rant mode: ON

Antigamente eu rodava um scriptzinho chamado rss2email, que executava a cada 30 minutos no meu desktop de casa, lia meus feeds RSS e enviava as novidades no meu email. Depois de alguns anos assim bateu a consciência ecológica e achei que estava gastando muita eletricidade pra pouca coisa, então resolvi desligar o desktop e passar a usar o Google Reader (os downloads automáticos de torrent ficam no Popcorn Hour).

Depois de muito lutar contra o infame “1000+” cheguei à conclusão que o Google Reader ao invés de me ajudar, está me atrapalhando.

A ferramenta é boa, admito, mas eu sou um cara muito acomodado, e gosto quando as coisa vêm até mim, e eu não tenho que ficar correndo atrás delas. Por isso eu odeio fórum via web, e prefiro sempre uma mailing list. O Echofon mata a pau minha passividade perante o Twitter. E o esquema de RSS via email estava funcionando muito bem. Agora, como eu pouco consulto o GReader (ou porque esqueço, ou por pura inércia), não é raro entrar lá e ver o danado dos “1000+” no topo, e ter que escolher alguns feeds menos importantes e marcar todos como lido.

Pelo que eu tenho visto aí no Twitter, esse problema não é uma exclusividade minha. Outras pessoas também o tem.

Certa vez já tentei RSS readers de desktop, mas não encontrei um que sincronize entre o que eu leio no escritório e o que leio em casa, então eu acabava lendo várias coisas duas vezes. Já pensei em usar o reader do N900, mas a tela é muito pequena pra textos longos.

Bom, assim sendo, dear lazy web, estou aceitando sugestões. Obrigado.

Update: é, eu tinha esquecido de mencionar que alguns sites fornecem updates das suas últimas novidades pelo Twitter. Esses eu estou desinscrevendo do Reader.

Written by netmask

setembro 30, 2010 at 01:09

Comparando transmissões HD da copa

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Durante o jogo Alemanha 4 x 0 Austrália, pela Copa do Mundo 2010, aproveitei o fato de que várias emissoras estavam passando o mesmo conteúdo, e resolvi fazer uma comparação das transmissões HD de cada uma delas. Note que estou ignorando narração e comentários, analisando somente a qualidade da imagem e do som. A lista abaixo vai da pior para a melhor:

  • SporTV HD (via Globosat HD, na NET) – Excelente qualidade de som, mas imagem sofrível comparada com as outras estações. A grama é “verde demais” e muito uniforme, ou seja, falta definição dos detalhes e ela parece lisinha. A bola quando corre rápido (o que com a Jabulani significa muito rápido) fica uma sombra terrível. Em imagens de quadro aberto o rosto dos jogadores é só uma mancha monocromática. Até video-game tem mais definição no rosto.
  • Globo HD via NET – É quase igual à SportTV. A grande diferença é a grama que tem um verde mais “natural”.
  • Band HD via NET – Tal como a Globo HD via NET, a grama parece mais natural, mas a bola correndo tem menos sobra, e dá pra notar pelo menos a sobrancelha dos jogadores nas imagens de quadro aberto.
  • Globo HD via SBTVD (TV digital, ar) – Deu pra ver melhor as falhas da grama e a sobrancelha dos jogadores em quadro aberto. Ainda algumas sombras na imagem em movimentos muito rápidos.
  • Band HD via SBTVD (TV digital, ar) – Além de se ver muito melhor as falhas do gramado, dando um aspecto mais real, dava pra ver melhor o rosto dos jogadores e conseguir identificar alguns mesmo em quadro aberto. Nem sinal de sombra na bola, ou em qualquer outra imagem de movimento rápido. Sem dúvida a melhor imagem.

A você? Conseguiu ver alguma diferença? Qual sua opinião?

Written by netmask

junho 13, 2010 at 21:35

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Prince of Persia: game x filme

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Atenção: pode conter spoilers sobre o filme.

Não sou bom crítico de nada. Nem de filme, nem de games. Sou apenas um cara que tem opinião, e gosto de expressar.

Existem muitos filmes que são adaptações de quadrinhos, desenhos, até mesmo séries. Mas recentemente temos tido várias ocorrências de adaptações de jogos de vídeo-game (games). Dentre essas várias adaptações, Prince of Persia foi a que mais me chamou a atenção, pois sigo a franquia de games há muitos anos. Não sou devoto, nem me atrevo a dizer que conheço a fundo o mundo do príncipe sem nome.

“Sem nome”??? É. Nos games o príncipe não tem um nome específico. Alias, nem sempre é o mesmo personagem. Prince of Persia é uma franquia de games, com várias estórias e várias vertentes. Leia mais no Wikipedia.

O filme “Prince of Persia: The Sands of Time” é baseado na trilogia de jogos homônima. Vamos grifar aqui a palavra baseado. O filme não segue exatamente a mesma estória. Apenas mantém o espírito do jogo, que trata das tais areias que controlam o tempo. Vamos então verificar os principais pontos nos quais eles divergem.

Como eu disse antes, no game o Príncipe não tem nome, mas no filme ele se chama Dastan (o público tem dificuldade de se relacionar com personagens sem nome). Em geral, na franquia, o Príncipe é um aventureiro ou um mercenário. Especificamente no Sands of Time ele realmente é o filho de um rei. A grande diferença é que no game ele é o filho legítimo, e também é o seu general, enquanto no filme ele é uma criança adotada da rua, e não passa de um “leão de chácara” do rei. Ignorando de onde ele veio, o mais importante (e empolgante) do filme é que Dastan (ou o Príncipe, tanto faz) mantém as características acrobáticas e a ironia debochada criada na franquia.

A princesa Tamina do filme chama-se Farah no game. O interessante é que tanto no game quanto no filme ela é a filha de um marajá, e reina sobre uma pequena província, parte do reino Persa. Acontece que no game eles invadem a tal província e levam a princesa com eles para a próxima província (onde acontece a estória do game), e no filme eles invadem a própria província onde ela está, e tudo acontece lá.

O vilão do filme é o conselheiro do rei, Nizam, que também é irmão do mesmo. No game o vilão é o grão-vizir (também um tipo de conselheiro) sem nome. No game o Vizir também quer tomar o trono, e faz isso convencendo o Príncipe a liberar as areias do tempo, e todo o mal que ela guarda. O Príncipe, então, luta durante todo o game para reparar a “besteira” que ele mesmo fez. (SPOILER) Já no filme, ele tenta impedir que o irmão do rei de tomar o trono mudando o passado (SPOILER).

Falando na tal areia. Tanto no game quanto no filme o tempo é controlado pela adaga. Porém no game a adaga se “recarrega” após um tempo depois de ser usada. No filme é necessário introduzir a areia que vem do tal recipiente que guarda as areias do tempo. Por sinal, no game o tal recipiente é uma ampulheta, e no filme é um cristal gigante de vários andares de altura, enterrado no sub-solo da cidade.

Resumindo. O filme é mais uma vertente da franquia (um fork, como diriam os nerds). O mais importante, que são as acrobacias e o humor debochado, foram mantidos.

Definitivamente um bom filme para quem gosta da franquia. Não decepciona.

Para quem não conhece a franquia, é uma ótima forma de se inteirar no assunto.

Divirtam-se! 🙂

Written by netmask

junho 5, 2010 at 23:14

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Citibank: o pior

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Quando eu resolvi começar um blog, optei por não publicar vários aspectos da minha vida pessoal, por que acho que todos merecemos um certo nível de privacidade. No topo da lista de assuntos que eu não iria tratar aqui, coloquei assuntos financeiros. Esse post é uma excessão a essa decisão, pois o que eu tenho passado nos últimos meses é um absurdo que precisa ser verbalizado.

Por motivos que não vêm ao caso, precisei abrir uma conta no Citibank. Antes e durante o processo, eu não conseguia esquecer experiências anteriores que minha mãe teve com esse banco, lá no início da década de 90. Naquela época ela precisou ter uma conta, e foram meses de reclamações e arrependimento. Eu resolvi dar ao banco uma segunda chance, pois acho que quase 20 anos seria tempo suficiente para melhorar. Eu estava enganado.

Desde que precisei colocar meu primeiro real em uma conta, eu optei pelo Itaú, e desde então tenho sido cliente fiel, mesmo após algumas mudanças de cidade. Minha esposa, por outro lado, já precisou ter contas em outros bancos, entre eles o Banco do Brasil e Bradesco (mas também sempre mantendo a conta principal no Itaú). Minha mãe trabalha no Basa, meu pai tem conta no Banpará, meu irmão já teve conta no Real. Acho que com um currículo desses, eu tenho condições suficientes de dizer o que vou dizer agora.

O Citibank é o pior banco que eu já vi na minha vida. Isso mesmo, e em negrito.

Nos últimos meses tudo o que eu tenho tido com esse banco é decepção e infelicidade. São tantos problemas, que eu gastaria algumas dezenas de parágrafos para descrevê-los. Mas vou tentar resumir ao máximo:

  • O atendimento via telefone é péssimo. Você fica vários minutos esperando, e a pessoa do outro lado da linha te trata como se você fosse um tapado que não sabe do que está falando.
  • O atendimento na agência é nojento. O pessoal trata você como se você não fosse nada. Narizes empinados pra todo lado.
  • Sacar no caixa 24 Horas (o vermelhinho) é uma tortura, e custa caro.
  • A gerente é uma ausente, e não sabe usar o internet banking.
  • Falando nisso, internet banking pra mim é coisa ESSENCIAL. Eu simplesmente odeio ir em agência, ou resolver qualquer coisa por telefone. O internet baking deles é o mais TOSCO, pobre de informação e mal acabado que eu já vi em toda minha vida. Nem quando eu programava em Clipper, lá no início da década de 90, conseguiria fazer alguma coisa tão mal feita quanto essa.

Ah sim, quase esqueci. O que me motivou a escrever esse post foi a palhaçada de hoje de manhã. Sábado pra mim é dia de resolver assuntos de casa, e eu saí pra resolver algumas pendências. Sorte minha eu não saí pra comprar nada, pois quando eu decidi sacar dinheiro, recebi a elegante mensagem que o sistema do “meu banco” estava indisponível. Liguei para o CitiPhone, e recebi a maravilhosa mensagem gravada de que TUDO estavia indisponível por uma falha no sistema deles. É isso mesmo, tudo. Nada de telefone, nada de internet, nada de caixa eletrônico, nem sequer na agência.

A situação permaneceu assim por toda a manhã, e parte da tarde, quando eu simplesmente desisti de tentar, e resolvi tirar o meu cartão do Itaú da gaveta.

Pois é. Ainda bem que eu não cancelei a conta do Itaú!

Imaginem se eu fosse no supermercado, fizesse aquela bela e longa compra, e depois de passar tudo pelo caixa a moça virasse pra mim e falasse “senhor, seu cartão não está passando”. Que mico! Ainda bem que eu não precisei comprar nada! Mas e seu precisasse? E se alguém da minha família precisasse de remédio? E se eu ficasse na rua por falta de gasolina?

Em mais de 10 anos de conta no Itaú isso simplesmente NUNCA aconteceu. O Itaú jamais me deixou na mão, muito pelo contrário, fez mais por mim do que muita gente faria (mesmo que cobrando caro por isso).

Resumindo. Estou arrependido de ter aberto uma conta no Citibank. E eu que sempre pensei que fosse um cara sensato, e me orgulhava das escolhas que fiz por que sempre foram escolhas ponderadas, e que me deram o mínimo ou nenhum problema. Mas a verdade é que com relação a isso eu fiz uma grande de uma burrice.

Fica aqui o alerta pra quem quiser. Não caiam nessa roubada.

Assim que todas as minhas pendências com essa empresa, que se diz banco, forem resolvidas, vou providenciar o cancelamento da minha conta, e vou implorar ao universo pra nunca me colocar em uma situação em que eu precise desse banco novamente.

Mais estórias nos próximos dias.

Written by netmask

fevereiro 28, 2009 at 19:08

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