I do what I can

Random thoughts from Mauricio Teixeira…

Engenheiros do Hawaii

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No caminho do trabalho pra casa eu tentei pensar em dezenas de formas criativas e cômicas para começar a escrever esse post. Mas no final, quando cheguei em casa, cheguei à conclusão que não dá, fui contaminado pela tosquice que estava escutando. Então vai do jeito que vier.

Há uns dias atrás o espírito “início dos anos 90” baixou em mim, e eu resolvi converter a minha coleção de CDs dos Engenheiros do Hawaii em MP3. Putz, porque eu fiz isso?!  Eu mesmo acabei de derrubar um dos ídolos de minha adolescência!. Idolo? Que eu me lembre comecei a curtir os Engenheiros por que naquela época não conseguia comprar os CDs do Legião, então foi mais comodismo do que identificação.

A questão toda é a seguinte: que musiquinha mais “fuleira” (é… na falta de palavra melhor, vai essa mesmo). As letras são sofríveis. Poucas fazem sentido, ou têm nexo. Aliás, acho que talvez até façam algum sentido lá pros gaúchos, mas fora dos “pampas”, você tem que se esforçar muito pra entender de que raios o cara está falando.

“Rock nacional” uma ova. Os caras eram mesmo “rock poá” (ou algo que o valha). Fora que as letras eram daquele tipo de o cara falar uma coisa desconexa que parece que faz sentido, mas que na verdade é um punhado de frases feitas sem conexão. Tipo, pega uma poesia outra ali, junta tudo, e vê no que dá. Quem nunca fez isso um dia? Muita gente, mas ficou guardado no fundo de uma gaveta, ou foi pro lixo.

Sei lá. Hoje eu não consigo entender o que eu vi demais nesses caras. É fato claro, inclusive, que depois que o Augusto Licks saiu da banda, eu perdi totalmente o gosto por ela. Então, muito provavelmente, o que eu gostava mesmo eram dos solos de guitarra.

Inclusive, das várias músicas que ouvi durante os últimos dias, poucas conseguiram “se salvar” do começo ao fim. Algumas começavam muito boas, com introduções muito legais, mas que não tinham nada a ver com o resto da música. Outras iam muito bem, até 90%, quando os caras estragavam colocando um riffzinho, ou um samplerzinho de uma coisa que não tinha nada a ver com porcaria nenhuma.

Cruz credo. Que isso me sirva de lição: o que está no passado, fica no passado. Se você não veio regularmente acompanhando ou acompanhado daquilo que te agradava no passado, não tente revisitá-la, você provavelmente vai se arrepender.

Pra não dizer que eu sou pessimista, tiro meu chapéu pro Leigião Urbana. Até hoje as músicas fazem sentido (pra mim), se são boas (pra mim). Mas isso é outro papo.

Written by netmask

novembro 10, 2008 às 19:27

Publicado em anything, fun

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2 Respostas

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  1. Esses tempos eu vi um box do seriado Super Máquina (Knight Rider) para comprar. Segurei na mão, mas não levei. Devido a outras decepções como esta que você sofreu, preferi ficar com uma boa lembrança (embora algo nebulosa na memória), do que constatar com todas as cores que o seriado era bobo e os efeitos especiais eram toscos…

    Elvis

    novembro 10, 2008 at 20:29

  2. Elvis, vi alguns episódios do Super Máquina original, e não vou dizer que foi decepcionante, mas teve lá um “quê” de sem sentido (principalmente pelas tecnologias ultrapassadas).

    Mas não desanime, o novo Super Máquina, na minha opinião, está excelente!🙂

    netmask

    novembro 10, 2008 at 20:34


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